Eurosatory 2016: RF COM e Estaleiro Kuarup lançam linha de embarcações militares

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O general-de-divisão Juarez, chefe do Departamento de Ciencia e Tecnologia do Exército Brasileiro, visita o estande da RF COM durante a Eurosatory 2016, sendo recebido por Valter Baere e pelo almirante (R1) Pierantoni Gamboa, vice-presidente executivo da ABIMDE.

A RF COM, conhecida por fabricar e integrar shelters para comunicação, como os sistemas entregues para uso nos Jogos Olímpicos Rio 2016 pelas forças de segurança, também esteve presente na Eurosatory. A empresa está classificada como estratégica pelo Ministério da Defesa. Com capital exclusivamente brasileiro, possui cerca de 80% dos seus produtos com tecnologia nacional.  

Os Shelters têm como características uma grande resistência estrutural; blindagem eletromagnética (EMI) opcional; isolação térmica, otimizando a eficiência do sistema de climatização; e resistência a intempéries.

Junto a essa tradicional linha de equipamentos e integração de sistemas, a RF COM anunciou na Eurosatory sua nova divisão de produtos, embarcações para uso fluvial ou marítimo, especialmente adequadas para uso no patrulhamento de fronteiras, caso dos inúmeros rios da Amazônia. Segundo Valter Baere, diretor da nova divisão de materiais compostos e embarcações (em associação com o estaleiro Kuarup) “A RF COM está apta a oferecer no mercado brasileiro e latino-americano uma linha completa de embarcações projetadas pela Tampa Defense, empresa norte-americana que transferiu a tecnologia construtiva desses barcos. A linha cobre cascos com dimensões entre 21 pés até 38 pés, recebendo no Brasil a denominação de Borduna”. 

O estaleiro Kuarup é uma empresa 100% nacional com grande experiência em materiais compostos. A linha de embarcações Borduna foi projetada para executar missões de patrulha, SAR, fiscalização, combate, mergulho, apoio logístico, interdição e operações especiais, seja no ambiente marítimo ou fluvial.

Também oferece pontos para armamento como metralhadoras MAG 7,62mm, resgate pela popa (sem partes moveis externas), aerotransportabilidade total (C-130 ou KC-390), casco, motor e hidrojato nacional, uso de propulsores diesel (baixa manutenção e consumo), blindagem nível III ou IIIA, grande velocidade final e aceleração, sensores ópticos (diurno, noturno e térmico), ecosonda com mapa 3D (navegação), GPS com mapas atualizáveis e opções de motorização posicionados na popa ou centro-rabeta.

“Essas embarcações podem atender demandas do Exército Brasileiro (especialmente em regiões de fronteira), Policias Federal e Estaduais, Bombeiros, Fuzileiros Navais, Marinha do Brasil, Defesa Civil e entidades governamentais. Somente na Amazônia Brasileira, para fins de comparação, existe uma carência declarada de pelo menos 600 embarcações necessárias para cobrir com eficiência esse amplo espectro de missões”.

Roberto Caiafa
enviado a Paris