Celso Amorim defendeu aquisição do Gripen NG

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Ministro da Defesa esclareceu os termos do contrato assinado com a SAAB. (Imagem: SAAB)
Ministro da Defesa esclareceu os termos do contrato assinado com a SAAB. (Imagem: SAAB)
Ministro da Defesa esclareceu os termos do contrato assinado com a SAAB. (Imagem: SAAB)

O ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu a aquisição do avião de combate Gripen NG em audiência realizada nesta terça-feira (09) pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN). Na ocasião, Amorim esclareceu aspectos relacionados com a assinatura do contrato para o desenvolvimento e a produção dos 36 exemplares previstos.

De acordo com o ministro, os valores foram atualizados (de US$ 4,5 bilhões para US$ 5,4 bilhões) porque as propostas eram antigas e a própria Força Aérea Brasileira requisitou algumas adaptações no projeto. Segundo ele, “os valores da proposta eram de 2009 e o contrato só foi assinado em 2014”. Também garantiu que a FAB deve receber o primeiro avião em 2019 e a previsão é de que até 2025 o lote esteja completo. O Brasil assinou um contrato US$ 900 milhões acima dos valores anunciados quando o Programa FX-2 foi concluído em dezembro de 2013.

A audiência foi requerida pelos deputados federais Antônio Carlos Mendes Thame, Emanuel Fernandes, Rubens Bueno, Duarte Nogueira e Eduardo Barbosa, presidente da CREDN. Além do ministro, participaram o comandante da Aeronáutica, tenente brigadeiro do ar Juniti Saito, e o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), brigadeiro do ar José Augusto Crepaldi Affonso.

Os deputados manifestaram preocupação com os custos da aeronave e o fato de a Suíça ter desistido de adquirir este modelo, fato que para eles lança incertezas sobre o cumprimento da parceria com o Brasil.

O ministro destacou ainda a importância da parceria para o desenvolvimento da indústria nacional. Do total de 36 Gripen NG, treze serão construídos na Suécia com a participação de engenheiros brasileiros. Ainda naquele país europeu, oito serão construídos por brasileiros com supervisão sueca, e os quinze restantes serão fabricados no Brasil.

Celso Amorim revelou que mais de 100 engenheiros brasileiros participam do projeto e garantiu que não haverá “caixa-preta” em relação ao projeto, referindo-se à transferência de tecnologia.

Ivan Plavetz