Brasil negocia venda de Super Tucanos ao Paraguai

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A Dominican Republic air force A-29 Super Tucano pilot taxis after a mission as part of an exercise to combat illegal drug trafficking Dec. 3, 2013, over the skies of the Caribbean. The exercise is part of the Sovereign Skies Program, an initiative between the U.S., Colombian, and Dominican Republic air forces to share best-practices on procedures to detect, track and intercept illegal drugs moving north from South America. (U.S. Air Force photo by Capt. Justin Brockhoff/Released)
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Aviões A-29 da Força Aérea da Colômbia já foram empregados em ações contra as FARC (Imagem: Força Aérea da Colômbia)

O ministro da defesa, Aldo Rebelo, visitou Assunção, no Paraguai, onde se reuniu com o ministro da Defesa paraguaio, Diógenes Martínez, com objetivo de fortalecer o trabalho conjunto entre as forças armadas de ambos países.

De acordo com comunicado do Ministério da Defesa do Brasil, os ministros abordaram temas como a realização de exercícios conjuntos na área da fronteira, cooperação em defesa cibernética, guerra eletrônica, defesa química e biológica, bem como aprofundar as conversações para a aquisição por parte do Paraguai de um lote de aviões brasileiros Super Tucano.

Embora o valor da operação não tenha sido revelado, a possível venda de seis aviões turboélice  EMB-314 Super Tucano desenvolvido e fabricado pela Embraer Defesa e Segurança (EDS) foi um dos principais temas da reunião, já que essas aeronaves de ataque leve e treinamento avançado são as preferidas da Força Aérea Brasileira (FAB) para operações de vigilância de fronteiras na região amazônica.

A grande autonomia do Super Tucano, sua capacidade de operar dia e noite, em qualquer condição meteorológica e em pistas curtas e rusticas, juntamente com a sua capacidade de empregar a suíte de sensores eletro-ópticos e infravermelhos FLIR Star SAFIRE III e óculos de visão noturna (NVG conforme sigla em inglês) o tornam ideal para varias missões incluindo detecção de aeronaves envolvidas no tráfico de drogas.

A capacidade de detecção de alvos e combate dos Super Tucanos foi amplamente demonstrada pela Força Aérea da Colômbia (FAC), que tem uma frota de 25 aeronaves do modelo. Em 2007, os Super Tucanos serviram como bombardeiros leves empregando bombas Mk-82 durante a “Operação Fênix”, ocasião em que as Forças Armadas daquele país lançaram vários ataques contra posições das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Ivan Plavetz