Brasil e Suécia aprovam plano de transferência de tecnologia do Gripen NG

0
11994

O primeiro plano de trabalho para transferência de tecnologias do novo caça da Força Aérea Brasileira (FAB), o Gripen NG da Saab, foi aprovado pelo Brasil e pela Suécia na última semana.

No projeto, além dos 36 caças previstos, o Brasil terá acesso ao conhecimento sobre a fabricação, tecnologia de armamento e engenharia de propulsão. “A ideia é que no futuro nós desenvolvamos não só aviões militares, mas também civis”, disse ao jornal Estado de São Paulo o secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan.

Os suecos, por sua vez, estão interessados em parcerias em outras áreas além da fabricação de aviões. Os campos de interesse vão desde a mineração sustentável até as cidades inteligentes, passando pela indústria de ponta. “As oportunidades no futuro estão na manufatura de alta tecnologia”, disse o vice-ministro sueco para Assuntos de União Europeia e Comércio, Oscar Stenström. “É o único meio pelo qual Brasil e Suécia poderão competir no mercado global”. Ele acrescentou que a Suécia está satisfeita com o andamento do projeto Gripen, e espera uma “longa e frutífera parceria”.

Na última quarta-feira (19), Stenström participou de um evento mundial de mineração que no Rio de Janeiro. Ele informou que a digitalização é uma tendência nessa atividade e que seu país possui fornecedores de equipamentos desse tipo. Também há máquinas que operam com menor consumo de energia.

Acordo Brasil/Suécia envolvendo o caça Gripen NG inclui transferência de tecnologia (Imagem Saab)
Acordo Brasil/Suécia envolvendo o caça Gripen NG inclui transferência de tecnologia (Imagem: Saab)

Os documentos assinados no dia 18 de outubro começam a detalhar como se dará a parceria no âmbito do projeto Gripen NG. “Nosso principal ganho é ter acesso à tecnologia que não dominamos”, explicou Furlan. Já está certo, por exemplo, que Brasil e Suécia trabalharão juntos para desenvolver um Gripen NG com dois assentos, um para o piloto e outro para o navegador. “No futuro, seremos capazes de produzir um caça de quinta geração. A tecnologia, que nos estágios iniciais será para aviões militares, depois poderá ser empregada na fabricação de aeronaves civis”.

Ivan Plavetz
Fonte: Estadão