Bolívia terá sistema de radares de vigilância aérea da Thales

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Evo Moralez e Ruben Lazo cumprimentam-se após assinatura do contrato do SINDACTA (Imagem: EPA/MARTIN ALIPAZ)

O ministro da Defesa da Bolívia, Reymi Ferreira Justiniano, e o vice-presidente diretor do grupo Thales para a América Latina, Ruben Lazo, assinaram nesta semana em La Paz, na presença do presidente boliviano Evo Moralez, o contrato que finaliza as prolongadas negociações para formação de um Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Trafego Aéreo (SINDACTA conforme sigla em espanhol) no país sul-americano.

Alguns entendimentos prévios foram alcançados no final do ano passado, na França, para definir o escopo do projeto boliviano. Importantes aspectos desses estão definidos e ratificados, sendo que a implementação de algumas mudanças realizadas nos últimos meses resultaram num custo final situado na casa dos € 191 milhões (US$ 214,8 milhões). O SINDACTA será concluído dentro de 31 meses e a Thales garantirá suporte operacional ao longo de um período de 24 meses.

De acordo com a Thales, o escopo tem um total de 13 radares que serão distribuídos em 12 locais diferentes do território da Bolívia, incluindo quatro de defesa aérea, um radar primário de vigilância Star 2000, dois radares de aproximação TRAC e seis radares secundários RSM970.

A formação do SINDACTA é um importante passo dado pelo governo da Bolívia contra o tráfego aéreo não autorizado que acontece no espaço aéreo do país, prática recorrente principalmente por aeronaves empregadas em atividades ilícitas como o tráfico de drogas.

Vale lembrar que Evo Morales promulgou, em abril de 2014, a Lei 521 de Segurança e Defesa do Espaço Aéreo que permite o abate de aeronaves que desobedeçam as medidas de coerção previstas nos procedimentos de intervenção das Forças Armadas principalmente da Força Aérea da Bolívia.

 

Ivan Plavetz
Fonte: La Razón/Jane’s Defence Weekly