Armadillo SHORAD e ATGM: Mac Jee amplia conceito.

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Ampolamente difundido no Exército Brasileiro, o MANPADS IGLA-S é a base da versão SHORAD do Armadillo da Mac Jee.

Na segunda parte do artigo sobre a Mac Jee e sua participação no AmazonLog Expo 2017, abordamos os estudos conceituais da empresa para novas versões da plataforma Armadillo.

Enquanto o sistema lançador de foguetes segue um cronograma de desenvolvimento com a campanha de tiro inaugural do sistema lançador  acontecendo até o início de 2018, a Mac Jee prepara mais duas vertentes de seu conceito, o Armadillo SHORAD (antiaéreo de curto alcance) e o Armadillo ATGM (anticarro).

O Iveco LMV, selecionado pelo Exército Brasileiro, é a base da versão ATGM e SHORAD, recebendo o conceito Armadillo.


Na entrevista com Simon Jannot, CEO da empresa, o leitor de T&D pode conferir que o projeto é extremamente simples, de baixo custo, aproveitando inteligentemente o desenvolvimento de engenharia já realizado, para o sistema de lançamento de foguetes, e mantendo as duas opções de plataformas 4×4 (LMV e Humvee).

Sem maiores adaptações, mísseis MANPADS do tipo IGLA-S SA-18 Grouse, que existem em quantidade significativa nos GAAAe (Grupos de Artilharia Antiaérea), podem ser montados em uma versão do lançador Armadillo, “clipando” até seis tubos lançadores lado a lado.

Segundo Simon Jannot, deve-se recordar que em passado recente o fabricante do IGLA-S ofereceu os direitos de fabricação do armamento como off-set na compra de sistemas antiaéreos mais complexos. Em que pese o malogro da proposta de venda ao Brasil do Sistema Antiaéreo Pantsir (até o momento), a fabricação sob licença do IGLA-S no País deve ser considerada com grande atenção.

Entrevista com Simon Jeannot, CEO da Mac Jee.

A arma tem uma folha de serviços de disparos reais bastante satisfatória, ao menos em exercícios, e hoje é fundamental no componente de defesa antiaérea do 12º GAAAe, baseado em Manaus, Estado do Amazonas, e de outros GAAAe espalhados pelo Brasil que formam a 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea.

A versão ATGM segue o mesmo princípio, porém com estação de lançamento para dois ou quatro mísseis, dependendo dos requisitos. Deve-se ressaltar que no caso da versão SHORAD ou ATGM, não foi verificada se existe a capacidade de recarga como no sistema de foguetes.

Independente disso, esses dois veículos poderiam equipar, por exemplo, as divisões mecanizadas do Exército, provendo a cobertura antiaérea de curto alcance, atuando integrados a uma viatura dotada com o radar SABER M60 ou similar, no caso do sistema SHORAD, ou recebendo uma torreta estabilizada de sensores optrônicos e telêmetro laser para guiamento de mísseis anticarro ATGM.

Entre outras missões, esse dois sistemas podem prover poder de fogo significativo para tropas brasileiras empregadas em missões de Imposição de Paz, ou destacadas para proteger alvos de alto valor (HVA ou High Value Assets) da infraestrutura crítica nacional. A versão SHORAD também pode defender bases aéreas, enquanto a versão ATGM pode proteger colunas mecanizadas eliminando veículos de reconhecimento e blindados inimigos, rompendo contato em seguida.

Os estudos de engenharia encontram-se em estágio avançado de congelamento de configurações. A reportagem teve acesso a imagens dos estudos 3D da versão SHORAD, ainda não disponíveis para divulgação.

Paulo Bastos e Roberto Caiafa