Aprovado emprego de bombas mais leves no Super Tucano

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A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou ensaios em voo para certificação da bomba BAFG-120 no avião de ataque leve A-29 Super Tucano. A operação, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV), aconteceu no estande de tiro de Marambaia, no Rio de Janeiro, e envolveu sete voos e doze lançamentos com armamentos inertes.

O objetivo dos ensaios foi verificar dois aspectos. Primeiro, a segurança no momento de separação da bomba, pois é preciso que ela se afaste rapidamente da aeronave. E depois, a precisão da pontaria, observação se o cálculos correspondentes ao ponto de queda da bomba, fornecido pelo sistema aviônico, está de acordo com o resultado prático do lançamento. Os resultados obtidos nos ensaios levaram à aprovação do emprego dessa bomba no Super Tucano.

Segundo um dos pilotos da operação, major Cristiano de Oliveira Peres, essa certificação vai incrementar a capacidade operacional da aeronave. “Os resultados positivos desta campanha de ensaios possibilitarão aos esquadrões operadores de A-29 emprego seguro e preciso de mais um tipo de armamento”, disse.

A BAFG-120 é uma bomba de baixo arrasto para fins gerais cujo peso é de 128 Kg, metade do verificado no armamento original do Super Tucano. Dependendo do tipo de alvo a ser atingido, é melhor que seja empregado um armamento mais leve pois dá mais agilidade e autonomia à aeronave. “É uma opção a mais no arsenal bélico da Força Aérea Brasileira”, explicou o major Leonardo Maurício de Faria Lopes, um dos engenheiros de ensaio envolvidos na operação. Essa bomba é similar à americana MK-81 (118 Kg), só que de fabricação brasileira.

Ensaio em voo foi uma das últimas etapas no processo de certificação para emprego da BAFG-120 no A-29 (Imagem: IPEV)
Ensaio em voo foi uma das últimas etapas no processo de certificação para emprego da BAFG-120 no A-29 (Imagem: IPEV)

O processo de certificação para emprego da BAFG-120 no A-29 Super Tucano está sendo coordenado pelo Instituto de Coordenação e Fomento Industrial (IFI), com a participação da fabricante da aeronave, Embraer Defesa & Segurança, e outras organizações da Força Aérea Brasileira. O ensaio em voo foi uma das últimas etapas da certificação.

 

Ivan Plavetz