Afeganistão: Super Tucano se prepara para o combate

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U.S. Air Force weapons advisors remove safety pins from four inert 500 pound training bombs and arm two .50 caliber machine guns on the A-29 Super Tucano at Moody Air Force Base, Georgia. U.S. Air Force pilots are training to be instructors for the A-29 so they can teach Afghan student pilots. (U.S. Air Force photo/Master Sgt. Jeffrey Allen)
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Pilotos afegãos foram treinados na Base Aérea de Moody, nos Estados Unidos. (Imagem: USAF)

A Força Aérea do Afeganistão começará a empregar seus primeiros A-29 Super Tucano, da Embraer, em operações de combate, provavelmente na próxima semana, cerca de um mês antes do previsto. As missões terão como alvo  posições dos extremistas do Taleban e da Al-Qaeda abrigados sob a cadeia de montanhas que ocupa a maior parte do país.

Os primeiros quatro A-29 chegaram à capital, Cabul, no dia 15 de janeiro. Eles foram recebidos pelo ministro da Defesa, Mohamed Masoon, e incorporados à Força Aérea afegã.

A presença dos Super Tucanos na guerra que já dura treze anos, a qual  estaria agregando ao conflito os radicais do Estado Islâmico, é resultado de um complexo acordo diplomático. O governo dos Estados Unidos comprou um lote de vinte unidades da joint venture formada pela Embraer Defesa e Segurança (EDS) e sua parceira local Sierra Nevada Incorporation (SNI). O Pentágono é o contratante e está pagando US$ 428 milhões pelo pacote que abrange peças de reposição, treinamento técnico e componentes.

Até novembro do corrente ano, a Força Aérea afegã terá mais um esquadrão, totalizando oito Super Tucanos. No primeiro semestre de 2017, outros quatro vão entrar em ação. A frota será completada ao longo de 2018. O plano não termina aí. O Pentágono quer negociar uma segunda encomenda de 20 a 30 aviões, elevando o compromisso ao patamar de US$ 850 milhões baseado no atual valor da moeda norte-americana e sem alterações na configuração.

Ivan Plavetz
Fonte: Veja