A Fundação Ezute e os Projetos Estratégicos de Defesa em 2019

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Imagem: Andrea Hemerly, diretora de mercado de Defesa e Espaço da Fundação Ezute/Divulgação
  • Organização participa do MANSUP e do PROSUB e pode ser parceira no projeto das corvetas classe “Tamandaré”

A Fundação Ezute iniciou o ano de 2019 participando ativamente da série de projetos no segmento de Defesa em que está envolvida.

Além de desempenhar o papel de organização brasileira responsável pela absorção e manutenção de tecnologia e conhecimento relacionados ao sistema de combate dos submarinos convencionais e de propulsão nuclear do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil, a Ezute executa o projeto de gestão integrada que articula e supervisiona o processo de desenvolvimento de um Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP) e, na sua condição de honest broker, articuladora isenta capaz de atender aos requisitos da Marinha dentro das propostas das empresas participantes, poderá ser responsável também pela atividade de transferência de tecnologia do projeto de fabricação das corvetas classe “Tamandaré”.

“No projeto das corvetas classe ‘Tamandaré’, a Ezute se propõe a atuar no sentido de garantir o conhecimento local nas adaptações dos sistemas de missão crítica, para que os mesmos sejam aderentes aos requisitos da Marinha”, diz Andrea Hemerly, diretora de mercado de Defesa e Espaço da Ezute.

Ela resalta a expertise da Fundação em sistemas de missão crítica, como no papel que a Ezute desempenhou e ainda desempenha no PROSUB. “A Ezute oferece uma contribuição fundamental ao projeto das corvetas, com sua experiência comprovada em processos de transferência de tecnologia e de conhecimento, e na realização de testes de aceitação, integração a bordo, e  em todo o ciclo de vida do sistema”, diz a diretora.

Depois de ter sido convidada para atuar como parceira por cinco dos nove consórcios internacionais que responderam ao RFP (Request For Proposal) na primeira fase da concorrência, a Fundação integra agora duas das quatro propostas da short list divulgada no final do ano passado pela Marinha: o “FLV” (Ficantieri S.p.A, Leonardo S.p.A e Vard Promar S.A., Fundação Ezute e Ares Aeroespacial e Defesa S.A, que possuem sociedade no estaleiro de Suape – PE) e “Águas Azuis” (Atech Negócios em Tecnologias S.A, Embraer S.A e ThyssenKrupp Marine Systems GmbH, ARES Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação Ezute, Oceana Estaleiro S.A, Ominisys Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A).

No PROSUB, Andrea Hemerly destaca que “a transferência de tecnologia e de conhecimento para a Ezute prevê execução progressiva do trabalho, juntamente com a Marinha, para que o Brasil obtenha autonomia em engenharia e integração de sistemas de combate, bem como no software do Sistema de Gerenciamento de Combate (Combat Management System – CMS), permitindo autonomia nacional na manutenção e evolução em longo prazo”.

O CMS da Classe Riachuelo é o Thales SUBTICS

Com relação ao MANSUP, que se encontra no final do desenvolvimento, já foi realizado pela Marinha do Brasil, em novembro, o lançamento do primeiro protótipo com pleno êxito. Os demais protótipos serão lançados no 1º e no 2º trimestres de 2019, quando então começará a fase de transformação do míssil em produto industrial.

O MANSUP destrói seu alvo, uma fragata inimiga.